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I say so... Reloaded


O texto de hj é adaptado de um email enviado em 15/12/2005 (quando ainda era feliz e inocente) a um amigo desavisado que resolveu de perguntar o que se passava na minha cabeça para achar a música "The Universe Song" do Monty Photon um "apanágio" do estilo redenção dos deprimidos. Na verdade ele pediu que eu fizesse uma análise da letra sem-noção da obra com fins de entender como ela podia me deixar senão "walking on air", pelo menos "believing". Aí eu cumpri ordens né... Só não tive sonho de réplica... ao menos ainda.

Eu leio The Universe Song da seguinte forma:
A sra. Brown está de saco cheio, porque está cheia de tapados e imbecis a seu redor, aí chega um grilo-falante para lembrá-la de umas coisinhas... Ele cospe um monte de informações sobre a dinâmica funcional do universo e um monte de dados que, tenho fé, são úteis para quem estuda alguma vertente de física quântica, mas que para mortais como Sra. Brown (e eu) não significam nada concreto, por falta de dimensões e referências práticas do que "djabo" quer dizer milhares de anos luz. Aí a gente fica meio embasbacado ouvindo toda aquela ciência, com vergonha de admitir que não está entendendo nada, e se esforçando para demonstrar que acha aquilo muito incrível! Mas...quando a gente olha pro processadorzinho da gente, tá aquela janelinha aberta (pam!): formato de arquivo incompatível para leitura neste programa, ou seja, complicado demais! 
Engraçado que se questiona o sentido das verdades científicas ditas com segurança, mas não se questiona a verdade delas, quando esta é fundada em convenções virtuais e intangíveis. No fim das contas, a ciência é uma religião, pq se "acredita" que 2 representa uma quantidade X, que "cadeira" é esse negócio em que estou sentada e o art. 5, inciso DCCXXIX (é onda, não existe) da Constituição Federal é fundado no valor Y do Contrato Social estabelecido com o Estado.
Voltando do devaneio (que o grilo-falante da música queria mesmo que a gente fizesse), aterissa-se para a parte mais importante e direcionada da música na minha opinião: o último parágrafo. Mandam a gente lembrar que quando a gente estiver se sentindo bem pequeno e inseguro (como é comum a gente se sentir quando a gente não entende uma informação- a dinâmica do universo- ou uma situação - "pq ninguém me entende?" ou "pq a galera é tão mala"?), não há nada mais improvável do que a gente haver nascido!!! EURECA!!! SHAZAM!!! Weeeeeeeeeeeeeee!!! Improvável é um negócio especial. Tão imenso e maravilhoso como o universo, porque... não é pra ser compreendido! Então, na verdade eu sou é muuuuuuuuuuuito grande e importante! E mais, por mais que teorias integrativas sobre meu "funcionamento" ainda não sejam um consenso matemático, as coisas que acontecem tem, sim, uma ordem "fuderosa", só que somos só usuários "MSDOS" da mente e com a "bagagem evolutiva" que a gente tem...estamos simplesmente a anos luz de entender sem rotular. 
Aí dá pra ser mais leve e tolerante com a galera, pq se existe vida verdadeiramente racional no universo, aqui na terra é que não está. Aqui a regra é a "viadagem mesmo" (bugger) e o lance é fazer da merda adubo e tentar ir aprendendo; fazer um "levantamento de dados" a partir de uma observação neutra das próprias reações e ir se deslumbrando com as descobertas. Quando a gente se torna nosso próprio laboratório, a vida ganha o sentido de contribuição para a evolução definitiva da espécie. Aí dá pra se sentir, intelectualmente massa!!
o que importa disso tudo, nem é o que eu entendo da música, mas o que sinto dela. Da mesma forma que umas coisas que o cara do côco me disse na segunda, ela me faz sorrir e por isso é fantástica!  O fato de se gostar de algo, no fundo, ocorre em uma esfera totalmente dissociada da razão (tenta quantificar o quanto vc gosta da sua mãe em palavras pra ver como as explicações são racionalmente ridículas).
 A beleza que se atribui à alguma forma de arte (a música, por exemplo) não tem mesmo razão de ser. É tudo viagem do ponto de vista intelectual, mas, pelo menos pra mim, não há nada mais real do que a gente sente de bom e ruim ao escutar uma música bonita seja ela de que estilo ou origem for. (Até forró calcinha preta pode ser bonito na circunstância certa. Não duvide) 
Resumindo, interpretar é uma merda! As chances de errar são infinitas e as referências são frágeis. O negócio é viajar mesmo: experimentar "contemplar" novos horizontes e se guiar pela intuição do que nos faz sentir bem.
Já diria meu amigo Bertrand Russell, a merda do mundo é que os homens tolos têm tantas certezas enquanto os sábios, têm tantas dúvidas...
Não tem forma mais inteligente de inteligência do que bom humor incondicional.


Escrito por Cali Pantoja às 21h00
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Ontem eu estava na parada de ônibus perdida em devaneios, quando me veio à lembrança algo muito sábio que me foi dito em sala de aula por uma maestra: "A grande maioria das doenças da humanidade poderia ser evitada se as pessoas se deixassem defecar quando sentissem vontade". Pensem bem; as pessoas são educadas na conotação física e psíquica equivocada do ato de fazer merda, mas esquecem da brava propaganda do Lactopurga que sempre afirmou baseada em estudos científicos que fazer merda regularmente deixa a pele mais bonita e melhora o humor. Sem sacanagem, filosofemos um pouco, crianças; desentupir é necessário, pq a gente engole muita porcaria nesta vida: sapos, informações, bate-entopes dos mais diversos gêneros, formatos e cheiros... Lembro, inclusive de um curta muito criativo que me chegou à vista por ocasião do Festival do Minuto de 2003. A película tratava-se de uma sessão de terapia climatizada em um banheiro onde se dava uma conotação literal à técnica psiquiátrica da "limpeza de chaminé"; a mensagem foi profunda demais para ser compreendida pela comissão de seleção do festival: fazer merda alivia sim.. E humaniza. Quem não já teve suas diarréias de páscoa e aliviou uns dois quilos de chocolate? Quem nunca se desentoxicou dos fios de cabelo de uma cozinheira de cantina desatenta? Poupo-me de comentar a que se expoem os "habitués" de self-service na esquina do trabalho... Enfim, as pessoas certas e erradas fazem merda; o que diferencia os winner dos whatever é a atitude ante a porcaria. Moral da história  Falta de educação é não dar a descarga e, dependendo da intensidade da coisa, não ter bom-ar à mão. Ontem eu aprendi a deixar de hipocrisia e ser mais tolearnte. Agradeci a papai do céu pela capacidade de pôr para fora.

Escrito por Cali Pantoja às 13h21
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Quarta-feira de cinzas. Ano novo pernambucano. Eu dormindo até quando acordasse, ou até que a hora passasse a ponto de uma feijoada esfriar. 14:37h da madrugada. Sobrevivi a mais um carnaval e a vida pode finalmente tomar seu curso normal, ou inventar um novo. Um dia e uma certeza de cada vez, até pq minha vida não é um edital de licitações. Aceito sugestões (mas contesto), pq não sou a “Brígida” Jones para me dar o luxo de teimar em fazer merdas fofinhas que repercutem em milagres. Ah, Brígida é legal; Sayuri e Lizzy Bennet também são ótimas, mas acho que não adianta querer ser elas quando eu crescer... Esse negócio de ser fã, nem no orkut, nem no show de iú-tchu funciona...(ou então é um mistério da fé que a  Katchliss despinicou o universo pra chegar perto de Bono e nem teve um chiliquezinho quando ele se ajoelhou diante dela para cantar with or without you... )  O pior que até está na minha lista de resoluções de ano novo fazer faculdade de conveniência social com especialização em cara de paisagem, afinal de contas, quem é transparente é a mãe de ghost. Odomiô, meus queridos, que eu quero é paz pra caminhar a meio-sol na praia. Orayeyê, mainha, que eu incomodo é sem querer.

Vamos ao que interessa.  

 

Saldo Momesco

 

3 dias de gente bonita hype em clima de paquera em Olinda (ô, paciência)

5 cantadas inovadoras

5 fantasias. 1 preferiu tomar sol em BV a ser usada por mim...

4 coxinhas impecáveis da Brotfabrik e 1 sorvetão Bacana com gosto de última coca-cola do deserto.  

2 novas expressões vocabulares: afodê e ajojoado (jejejeje)

3 novas amizades afodê!

7 versões de brincadeira sem-graça: “ola” de dar e receber “bolos”

2 troféus “chuta que é macumba”: O gringo nórdico fantasiado de abacaxi (não-intencionalmente) e (ai meu Deus, a cueca d) o vocalista da The Playboys.

½ viagem sonora alucinante ao som de Mawaka

Mara não, mas o cu já “by” Quanta Ladeira

6 carimbós dançados como eu faço desde pequenininha

4 sobrevivências a arrastões  

Pelo menos uns 12 toques “acorda pra espirrar”

1 lágrima de saudade (“Eu faço parte dessa gente boa que ainda voa atrás de luar..”)

1 corte na base da linha do coração da mão esquerda (podia ser uma metáfora linda, mas sangrou à beça)

1 pedido de namoro por mensagem de celular (um dia, alguém me leva a sério...)

27 aparições de conhecidos não vistos há mais de 5 anos e ainda residentes na Marim dos Caetés (Recife até seria um ovo... se eu tivesse um)

1 tarde de chi-kung na praia seguida de pizza.

 

Enfim, tragicômico ou surpreendentemente maravilhoso, o saldo das coisas, incluindo o que lembro e o que não me lembro, tem a conotação que se quiser dar a ele. E eu o decreto perfeito; mesmo quando não se quer ver...    

 



Escrito por Cali Pantoja às 23h33
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