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I say so... Reloaded


Esses milagres da vida cotidiana. Por uma faceta deles me escolheram jurada de um jogo de adedonha de times de futebol dentro do ônibus, para tirar o teima se existia seleção de um país chamado Estônia (coisa de que pelo jeito não convenci. Preferiram continuar o jogo com a letra “O”: “Olanda”, “Onduras”, “Orizontina” etc). Viva a educação brasileira.

Por outro milagre, eu que queria ver um filme este fim de semana, acabei numa sessão de Constelação Familiar onde presenciei (e de certa forma, vivi) uma das histórias de amor mais lindas que já conheci. Não vou contar o causo pq amor nunca esteve tão pouco na moda e no interesse das pessoas, mas não posso deixar de divulgar a técnica em questão que é arrepiante.

A constelação familiar é um processo terapêutico sistemático criado por um alemão ainda vivo chamado Bert Hellinger que foi padre missionário anglicano entre as tribos Zulus e depois estudou psicoterapia com foco em pesquisa e observação das relações inter-familiares contemporâneas e ancestrais e como elas influem em padrões de comportamento que incomodam os indivíduos (provocando doenças, inclusive) e impedindo a fluição do amor (sempre ele).

A coisa funciona como um “teatrinho”, uma representação onde pessoas de preferência completamente estranha representam os membros da família de origem (pai, mãe, irmãos etc) ou em construção (cônjuges, companheiros, filhos, amantes, abortos etc) de alguém, que tb escolhe alguém para se representar. As pessoas são dispostas em relação ao constelado e vão sentindo coisas, ímpetos, sensações em relação aos demais personagens. É arrepiante.

As explicações para o que se sente e acontece são dadas de acordo com o gosto do freguês. Tem quem relacione a constelação familiar a experiências mediúnicas do espritismo pq quem representa estaria tendo contato com a discrição do panorama de “enredamentos” ou problemas familiares do constelado no plano das almas. Tb tem quem afirme que a melhor explicação para o processo é a do biólogo Rupert Sheldrake, segundo o qual haveria “campos mórficos” ligando as sensações e encontros das pessoas e mesmo animais pelo que se explicaria como um “Totó” sabe que seu dono está chegando em casa.

Enfim, encontrar razões para o que faz sentir bem é perda de tempo e gasta a energia da felicidade com supérfluo. É como querer entender esse lance de sorte: como o hippie de boa viagem que me fez um anel na hora acertou exatamente o tamanho do meu dedo e como deixar de marcar uma alternativa verdadeiro ou falso numa prova pode fazer a diferença da carreira de sua vida. O que será que faz a bolinha de tênis cair de um lado ou de outro da quadra. Quem acredita em acaso?

 



Escrito por Cali Pantoja às 22h41
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